A avaliação de Brundle foi direta ao tratar da posição da equipe no duelo entre os dois pilotos. “Acho que eles prefeririam que o Kimi vencesse”, disse o comentarista ao opinar sobre o cenário dentro da Mercedes.
Wolff nega qualquer favorecimento entre os pilotos
A resposta veio de Toto Wolff, chefe da equipe Mercedes e principal responsável pela condução esportiva do time. Ao comentar a disputa entre Antonelli e Russell, o dirigente rejeitou a possibilidade de atuar de forma parcial. “Eu nunca posso favorecer um piloto”, afirmou Wolff.
A declaração surge num momento em que a Mercedes tem seus dois carros envolvidos na mesma briga, mas com posições diferentes na classificação. Antonelli saiu de Sepang com uma margem maior sobre o companheiro, enquanto Russell passou a lidar com uma situação mais complicada na corrida pelo campeonato.
Diferença cresce e Russell adota discurso mais cauteloso
O principal dado da disputa interna é a ampliação da vantagem de Antonelli, que foi de 66 para 84 pontos. Com sete etapas ainda restantes em 2026, a diferença mantém o campeonato aberto do ponto de vista matemático, mas eleva o grau de dificuldade para Russell na reta final.
O próprio Russell tratou suas possibilidades de título em tom reservado. Segundo o piloto, suas chances são “excepcionalmente improváveis”, avaliação que acompanha o aumento da desvantagem para o companheiro de equipe depois da etapa de Sepang.
O centro da discussão, portanto, está na administração esportiva da Mercedes num momento em que um de seus pilotos ampliou a liderança sobre o outro e a equipe passou a ser questionada publicamente sobre como conduzirá essa disputa até o fim da temporada.