Depois da prova, Wolff resumiu a frustração com o resultado esportivo e com a confiabilidade. “A atualização do chassi não funcionou, o motor não aguentou, e a corrida jogou contra nós”, disse o chefe da Mercedes. Ele também admitiu a possibilidade de um recuo para peças anteriores: “Isso não está fora de questão”.
O cenário do campeonato também pesou no saldo do fim de semana para a equipe. Kimi Antonelli deu um grande passo na disputa após o abandono de George Russell.
Pacote novo melhorou o comportamento nas curvas rápidas
A expectativa interna da Mercedes era de que o pacote pudesse valer até três décimos por volta. A atualização foi desenhada para gerar mais carga aerodinâmica e alterar o perfil de velocidade do carro, segundo a análise citada por Jon Noble, jornalista do The Race: “A atualização deveria entregar mais downforce e mudar o perfil de velocidade”.
Na prática, os números de pista apontaram avanço justamente nas áreas visadas pelo projeto. A Mercedes teve desempenho melhor em curvas de média e alta velocidade, alinhado com o objetivo técnico do upgrade.
Ganho veio com perda de eficiência aerodinâmica
O ponto de equilíbrio do pacote, porém, não foi perfeito. A eficiência aerodinâmica caiu por causa do aumento de arrasto, o que ajuda a explicar por que a avaliação interna depois da corrida foi mais dura do que os dados brutos de desempenho sugerem.
Além da leitura sobre o Bahrein, Wolff também demonstrou preocupação com o comportamento desse pacote em uma pista que exige alta eficiência em curvas de baixa velocidade, como a de Singapura. A discussão interna na Mercedes, portanto, não passa apenas por saber se a atualização funcionou, mas por entender em quais tipos de traçado ela realmente compensa.
































