Russell tratou o resultado como sua pior classificação do ano. A diferença para Max Verstappen, autor da pole position, foi de quase oito décimos no caso do piloto da Mercedes. Antonelli, que havia liderado o Treino Livre 3, terminou a sessão de classificação a meio segundo do tempo da pole.
Depois da atividade, Russell admitiu que a equipe não conseguiu explicar a perda de rendimento. “Com certeza, há um pouco de confusão para nós no momento”, disse o vice-líder da temporada. Segundo ele, os testes no túnel de vento indicavam uma melhora que não apareceu na pista.
Assoalho novo e pista com características incomuns entram na análise
O pacote levado pela Mercedes foi direcionado principalmente ao assoalho e à região traseira do carro, áreas decisivas para a geração de carga aerodinâmica. A avaliação interna, porém, é de que o comportamento do carro não refletiu o que era esperado a partir das simulações.
Entre os fatores observados pela equipe está o perfil do circuito, descrito como muito abrasivo para os pneus, muito velho e muito quente. O asfalto também foi apontado como bastante diferente, o que entrou no radar da Mercedes para tentar entender por que o desempenho caiu justamente na classificação.
Toto Wolff, chefe da Mercedes, resumiu a surpresa da equipe com a frase: “É muito difícil de entender”. Em seguida, acrescentou: “Algo está acontecendo e precisamos entender”.
Antonelli salva resultado, e Russell ganha posição após punição de Hadjar
Se Russell viveu uma tarde frustrante, Antonelli ao menos colocou um carro da Mercedes entre os primeiros colocados. O desempenho do jovem piloto já havia chamado atenção no Treino Livre 3, quando ele marcou o melhor tempo da sessão.
A ordem de largada ainda foi alterada pela punição de cinco posições a Isack Hadjar por exceder o limite de troca de componentes do motor. Com isso, Russell e Antonelli herdam uma posição cada no grid. Na coletiva após a classificação, Verstappen ainda brincou com Hadjar ao perguntar: “Você não se lembra das suas poles?”.