Ex-piloto e campeão mundial de Fórmula 1 em 1997, Villeneuve comentou o tema em entrevista à Sky F1 e tratou a cobrança em torno do chefe de equipe da Ferrari como parte do cargo. “O chefe de equipe nunca é o bode expiatório”, afirmou. Na mesma linha, acrescentou: “Quem vai para a Ferrari sabe que esse é o preço a pagar.”
Respaldo interno muda o momento de Vasseur
O ponto central destacado por Villeneuve foi o apoio público dado por Hamilton e Leclerc a Vasseur. Na avaliação do ex-piloto, esse é o fator que diferencia o cenário atual de outros episódios de pressão vividos por quem ocupa o comando da Ferrari.
“A grande diferença agora é que ele também está protegido pelos pilotos”, disse Villeneuve. O comentário surge em meio às dúvidas sobre a continuidade de Vasseur, justamente quando os dois titulares da Ferrari se posicionam a favor de sua liderança.
O peso desse respaldo aumenta porque não se trata apenas de uma defesa protocolar. Hamilton e Leclerc são apontados como defensores de Vasseur como a pessoa adequada para liderar a Ferrari, em um momento em que o futuro do dirigente está em debate.
Nome de Horner entra no cenário da chefia da Ferrari
O contexto em torno de Vasseur também inclui a movimentação de Christian Horner, que manifestou interesse em assumir o comando da Ferrari. A presença de outro nome de peso no debate amplia a atenção sobre a chefia da equipe, ainda que Vasseur mantenha apoio interno dos pilotos.
As declarações de Villeneuve ajudam a enquadrar esse momento como uma combinação de pressão tradicional da Ferrari com uma proteção política rara para um chefe de equipe. Enquanto o cargo segue cercado por questionamentos, Hamilton e Leclerc permanecem como aliados diretos de Vasseur no centro da discussão sobre o comando do time.
Villeneuve não indicou qualquer mudança no posto nem projetou desfecho para a situação, mas situou o apoio dos pilotos como o elemento que distingue Vasseur no cenário atual, em meio ao interesse de Horner pela liderança da Ferrari.