Sepang recebe neste fim de semana a etapa que substitui o Circuito de Sakhir como sede do GP do Bahrein. A principal consequência observada no primeiro dia foi a perda de aderência, em um cenário que afetou tanto a leitura de desempenho em volta rápida quanto o comportamento dos pneus ao longo dos stints.
Pirelli aponta degradação acelerada do piso
Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli e responsável por acompanhar o comportamento dos compostos na Fórmula 1, relatou que a condição do asfalto piorou durante as próprias sessões. “As condições não estavam muito boas, o asfalto estava se desfazendo”, afirmou.
Berra também detalhou que a deterioração do piso foi visível em pouco tempo. “O asfalto está se degradando muito rápido, até mesmo durante a sessão”, disse. Pela avaliação da fornecedora de pneus, o problema não representa risco à segurança, mas já alterou de forma direta o nível de aderência disponível.
Essa combinação ajuda a explicar a distância entre o cenário previsto antes da atividade de pista e o que apareceu na sexta-feira. Com menos aderência e desgaste elevado, os carros ficaram bem abaixo da referência esperada para uma volta lançada.
Pista embaralha comparação entre volta rápida e stint
Além da diferença para a simulação de classificação, a condição do asfalto também criou uma preocupação para a sequência do fim de semana: a discrepância entre a ordem de forças em volta rápida e o rendimento em sequências mais longas. Com a pista mudando rapidamente, a leitura do desempenho fica menos direta.
Os pilotos sentiram o efeito imediatamente. Charles Leclerc resumiu o dia da Ferrari de forma objetiva: “Foi um dia muito, muito difícil no geral.”
A expectativa da Pirelli é seguir monitorando a evolução do piso, porque a condição da pista ainda pode piorar ao longo do fim de semana, mantendo o desgaste e a aderência como fatores centrais em Sepang.