O lance ocorreu quando Hamilton trafegava lentamente e Bortoleto vinha em alta velocidade. Os comissários entenderam que houve impedimento da parte do piloto da Ferrari e registraram na decisão que “Hamilton foi responsável pelo impedimento”, em tradução do documento oficial.
FIA separa responsabilidades entre piloto e equipe
A análise do caso não ficou restrita ao posicionamento do carro na pista. Os comissários também apontaram falha da Ferrari por não avisar Hamilton sobre a aproximação de carros mais rápidos. Por isso, além da advertência ao heptacampeão, a equipe recebeu a multa financeira.
No texto da decisão, a FIA indicou que “a equipe deveria ter alertado Hamilton”, atribuindo à comunicação interna parte importante do incidente. A punição, portanto, foi dividida entre o piloto, responsabilizado pelo impedimento, e a Ferrari, penalizada pela falta de informação passada ao carro.
Espelho danificado reduziu a gravidade do caso
Apesar de considerar Hamilton culpado pelo bloqueio, os comissários descartaram classificar o episódio como impedimento perigoso. Esse ponto foi determinante para que a sanção ao piloto ficasse limitada a uma advertência, sem medida esportiva mais severa.
Entre os fatores levados em conta pela FIA esteve o dano no espelho direito do carro de Hamilton. A condição do equipamento entrou na avaliação como elemento que reduzia a gravidade do caso, embora não eliminasse a responsabilidade do piloto pelo lance.
Bortoleto evitou o contato durante volta rápida
O momento mais crítico do incidente foi a reação de Bortoleto. No carro da Audi, o brasileiro se aproximava em ritmo forte quando encontrou a Ferrari em velocidade baixa à frente e precisou mudar a trajetória para evitar o toque.
A decisão dos comissários manteve essa leitura até o fim: houve impedimento de Hamilton no Treino Livre 2, mas sem enquadramento de impedimento perigoso, enquanto a Ferrari foi punida por não informar a aproximação dos carros mais velozes ao seu piloto.