Ao explicar o tema, Alonso resumiu o dilema de forma direta: “Essa foi a parte mais difícil para mim”. A declaração acompanha críticas que ele já vinha fazendo à geração atual de carros, especialmente pela sensação ao volante e pelo tipo de desafio imposto aos pilotos.
Alonso critica pilotagem “não natural” e gestão de energia
Entre os pontos levantados por Alonso, está a avaliação de que a pilotagem atual deixou de ser natural. Ele também criticou o peso da gestão de energia e usou uma definição dura para algumas pistas, ao dizer que elas se parecem com “estações de recarga do campeonato mundial de bateria”.
As observações de Alonso envolvem ainda dois fatores técnicos citados por ele nesse debate: a redução das curvas rápidas nos circuitos e as mudanças na potência da bateria nos carros. Na visão do piloto, esse conjunto alterou a experiência de pilotagem e ajudou a criar o cenário que quase pesou contra sua continuidade na categoria.
Embora as críticas não representem necessariamente a visão da maioria do grid, Alonso deixou claro que esse desconforto foi central na decisão sobre permanecer ou não na Fórmula 1 além do atual ciclo.
Expectativa de mudanças pesou a favor da continuidade
Mesmo insatisfeito com características da categoria hoje, Alonso apontou um fator que ajudou a destravar a decisão: a possibilidade de mudanças futuras. Segundo ele, o fato de a Fórmula 1 seguir discutindo ideias e ouvindo os pilotos teve peso no processo.
Nas palavras de Alonso, “ajuda o fato de que o esporte continua buscando ideias e conversando com os pilotos”. A expectativa do espanhol é que ajustes no regulamento e no conceito dos carros possam melhorar a experiência ao volante nos próximos anos.
Alonso também disse acreditar que mudanças ainda podem tornar a pilotagem melhor, ponto que entrou diretamente na escolha de continuar com a Aston Martin em 2027.