A etapa será disputada em Sepang, região próxima à Linha do Equador, onde o calor já faz parte da climatologia. Nesse contexto, o ar úmido dificulta a evaporação do suor, o que pesa na resistência dos pilotos dentro do carro. O aquecimento do asfalto também pode elevar a temperatura no interior dos cockpits ao longo da programação.
El Niño altera o padrão global, mas não explica sozinho o calor
O episódio mais recente de El Niño foi confirmado em junho de 2026 e está em fortalecimento, com possibilidade de atingir intensidade muito forte a partir de outubro. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Pacífico Equatorial e altera a distribuição de chuvas e temperaturas em diferentes partes do planeta.
Mesmo com esse pano de fundo global, a previsão para a etapa não atribui o calor apenas ao El Niño. As condições locais seguem como fator central para o tempo no circuito. “O calor em si é compatível com a climatologia da região”, afirmou Vitor Takao, meteorologista da Climatempo.
O comportamento da atmosfera em cada região depende da interação entre o fenômeno e a circulação atmosférica local. Por isso, a influência do El Niño não é tratada como causa direta do calor previsto para a corrida, embora possa contribuir para mudanças no padrão de chuvas e temperatura.
Atmosfera quente e úmida aumenta chance de chuva forte
Além do desconforto térmico, a combinação entre calor e umidade também amplia o risco de chuva mais intensa durante o fim de semana. Segundo Takao, “a combinação de atmosfera aquecida e úmida pode favorecer temporais”.
Esse tipo de condição pode provocar mudanças rápidas no estado da pista, com impacto na aderência e no comportamento do asfalto ao longo das sessões. Em um ambiente já quente, qualquer variação de chuva também interfere na gestão de temperatura dos carros e na leitura das condições pelos pilotos.
No Brasil, o mesmo fenômeno climático deve aumentar o risco de chuvas acima da média na Região Sul ao longo do segundo semestre de 2026.