Brundle, analista da Sky Sports F1, disse ter falado diretamente com Horner para entender o sentido da frase. Segundo o ex-chefe da Red Bull, a menção à Ferrari foi apenas protocolar. “Eu só estava sendo educado e respeitoso ao falar da Ferrari em outra entrevista”, afirmou Horner, em tradução para o português.
O próprio Brundle relatou a leitura que fez da conversa: “Não acho que o Christian esteja interessado nisso.”
Declaração sobre abrir mão de ações deu força aos rumores
Horner está fora de uma equipe há 14 meses. Ele foi demitido pela Red Bull em julho de 2025, depois de 20 anos no comando. Desde então, seu nome passou a circular em diferentes cenários no paddock.
Um dos movimentos citados foi a conversa com a Alpine sobre a compra de ações controladas pela Otro Capital. Em meio a esse período fora do grid, Horner também declarou que abriria mão de ter participação societária para se juntar à Ferrari, fala que acabou ampliando as especulações sobre uma eventual troca de comando na equipe italiana.
Esses comentários surgiram num momento em que a Ferrari já lidava com questionamentos sobre o futuro de Vasseur. A equipe, porém, confirmou confiança no dirigente, cujo contrato vai até o fim de 2027.
Vasseur segue respaldado pela Ferrari
Além da posição oficial da Ferrari, Vasseur recebeu defesa pública de Lewis Hamilton em meio às discussões sobre o desempenho da equipe. “O chefe de equipe não deve levar toda a culpa pelos problemas da equipe”, disse o piloto.
O contexto recente ajuda a explicar a repercussão do assunto: Horner segue disponível desde a saída da Red Bull, houve contato da Alpine em outra frente e a Ferrari precisou lidar com rumores mesmo mantendo Vasseur sob contrato. Após a conversa com Brundle, a sinalização de Horner foi a de que suas palavras sobre a equipe italiana não representavam uma negociação em andamento nem uma manifestação de interesse imediato.