“Estamos perdendo dois segundos por volta com o motor”, disse Stroll. A Aston Martin já confirmou a permanência de Stroll e Fernando Alonso como dupla para 2027.
Déficit aparece nas retas e também na dirigibilidade
Os problemas relatados pelo piloto não se limitam à falta de velocidade final. Stroll também apontou dificuldades no comportamento do carro e citou a necessidade de evolução na dirigibilidade. “Precisamos trabalhar na dirigibilidade”, afirmou.
Entre os fatores técnicos associados ao cenário está o atraso de resposta do turbo, que contribui para o que a equipe vem enfrentando na pista. A falta de potência nas retas é outro ponto citado como limitação do pacote atual da Aston Martin.
Mesmo com a fase ruim, Stroll indicou expectativa de progresso no carro ao longo do desenvolvimento. “Acho que o carro vai melhorar bastante”, disse.
Honda já usou segunda janela de atualização da unidade de potência
Do lado da fornecedora, a Honda já aproveitou sua segunda janela de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização, mecanismo previsto para evolução da unidade de potência. Dentro dessa avaliação técnica, o motor de combustão interna foi considerado mais de 4% abaixo do padrão de referência.
A fabricante também introduziu uma segunda atualização com um turbo aprimorado, numa tentativa de atacar parte das deficiências do conjunto. Ainda assim, a medição comparativa do desempenho da Honda fica limitada porque a Aston Martin é a única equipe a usar esse motor na temporada 2026.
O quadro é especialmente sensível porque a crítica de Stroll recai sobre um componente apontado como central para o desempenho do AMR26: além do déficit de potência, o atraso do turbo afeta a entrega do carro ao piloto, enquanto os resultados práticos seguem ausentes mesmo após as mudanças já aplicadas pela Honda.