Durante o dia de mídia no GP do Bahrein, o piloto da Cadillac resumiu a resistência no paddock: “Nenhum piloto quer realmente correr na Itália por causa do que aconteceu recentemente”. Além dos impostos, competidores também demonstraram preocupação com as condições de dezembro, especialmente pelas temperaturas baixas e pela possibilidade de neblina.
Inspeções fiscais na Itália atingiram pilotos da F1
O tema ganhou força depois que autoridades italianas iniciaram, em abril, inspeções fiscais envolvendo pilotos da Fórmula 1. A apuração é conduzida pela Guardia di Finanza e alcançou notificações referentes às últimas sete temporadas.
No centro da discussão está a cobrança de tributos ligados à atuação dos competidores no país. A preocupação aumentou porque eventuais valores não recolhidos podem gerar consequências sérias, incluindo prisão. Por isso, a simples hipótese de uma prova em Ímola no encerramento do campeonato reacendeu o debate no paddock.
Bottas tratou o assunto em meio às discussões sobre a reta final do calendário de 2026. A última etapa da temporada está prevista para 6 de dezembro, mas uma eventual mudança para Ímola depende de questões de segurança relacionadas à guerra no Oriente Médio. Até aqui, a pista italiana aparece apenas como alternativa, sem confirmação.
Clima divide opiniões no grid
As condições climáticas para uma corrida em dezembro também entraram na conversa entre os pilotos. O receio citado no paddock envolve um fim de semana mais frio e com risco de neblina, cenário bem diferente do normalmente visto em etapas realizadas em períodos mais quentes do ano.
Max Verstappen adotou outro tom ao comentar a discussão sobre impostos. O piloto minimizou o tema ao dizer: “Você só precisa pagar o imposto”. Segundo o relato sobre o ambiente no grid, ele também não demonstrou preocupação com o clima em uma eventual corrida no circuito italiano.