No Mundial de Construtores, a Ferrari está 145 pontos atrás da Mercedes. Ao mesmo tempo, a vantagem sobre a McLaren diminuiu nas últimas rodadas: a equipe inglesa, terceira colocada, marcou mais pontos que a Ferrari nas quatro etapas mais recentes e reduziu a diferença para 52 pontos.
Vasseur cobra execução em uma pista de características próprias
Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, afirmou que o nível de competitividade do carro apareceu nas corridas recentes, mas indicou que isso precisa ser convertido em resultado ao longo de todo o fim de semana. “As últimas corridas mostraram que nosso carro pode entregar um bom nível de competitividade”, disse.
Ao projetar a etapa, Vasseur destacou o tipo de exigência imposto pelo traçado de Baku. “Baku é um desafio muito específico, em que a confiança no carro e a execução são particularmente importantes”, afirmou o dirigente.
O cenário expõe o contraste da Ferrari neste momento da temporada. O SF-26 aparece como um carro competitivo, mas a equipe tem encontrado dificuldades justamente na execução dos fins de semana de corrida, ponto que ajuda a explicar a distância para a Mercedes e a perda recente de margem para a McLaren.
Rosberg aponta estratégia e comunicação como fragilidades
Nico Rosberg, ex-piloto e hoje comentarista da Sky Sports F1, apontou duas áreas em que a Ferrari ainda tem perdido desempenho. “Esse calcanhar de Aquiles ainda está na área de estratégia e na área de comunicação”, afirmou.
A observação de Rosberg se soma ao momento recente da equipe, que não conseguiu transformar sua competitividade em resultados consistentes no pódio. Mesmo com Leclerc tendo levado a Ferrari ao segundo lugar na Bélgica, esse resultado segue isolado em meio às últimas cinco corridas.
McLaren também chega a Baku falando em adaptação do carro
Entre as rivais diretas da Ferrari, a McLaren também desembarca para a etapa com um discurso voltado ao comportamento do carro. Oscar Piastri descreveu sua relação com Baku como de “amor e ódio” e lembrou que viveu ali seus extremos na Fórmula 1. “Minha melhor corrida de todas foi nesta pista e minha pior corrida de todas também foi nesta pista”, afirmou.
Piastri disse que se sente mais confortável com o carro atualmente, embora a evolução ao longo da temporada não seja linear. Segundo o piloto, a McLaren segue trabalhando em melhorias e o modelo atual tem características diferentes dos anteriores. “Não estamos parados, e essa é a principal coisa”, declarou. Ao explicar a adaptação ao carro, resumiu: “A solução é diferente a cada vez”. A corrida do GP do Azerbaijão está marcada para sábado, ao meio-dia.