No desenho atual, o ADUO permite atualizações extras a quem estiver atrás do padrão de desempenho estabelecido no campeonato. Neste momento, a referência é a Red Bull Powertrains-Ford. Audi e Ferrari já usaram suas primeiras oportunidades previstas pelo mecanismo, enquanto a Honda tem direito a duas atualizações em 2026 e 2027.
Mekies admite nova conversa sobre o futuro do ADUO
Laurent Mekies, chefe da Red Bull Racing, afirmou que a equipe não descarta rever o sistema caso a categoria entenda que há necessidade de correção. “Se houver uma situação que precise ser corrigida ou apoiada, normalmente a gente encontra soluções”, disse.
Mekies também lembrou que o regulamento já passou por ajustes anteriormente para atender outras fabricantes. Segundo ele, a discussão sobre o ADUO deve voltar à mesa. “Em algum momento, vamos nos sentar para discutir o futuro das regras do ADUO”, afirmou o dirigente.
A posição da Red Bull é relevante porque a fabricante ligada à equipe aparece como parâmetro de desempenho dentro desse mecanismo. Qualquer mudança no ADUO mexe diretamente na forma como concorrentes podem se aproximar da referência técnica do campeonato.
Honda virou foco da discussão por desempenho e impacto esportivo
A pressão por uma revisão do modelo de concessões surgiu em meio às dificuldades enfrentadas pela Honda neste início de ciclo técnico. A fabricante japonesa abastece a Aston Martin, e a falta de competitividade também entrou no debate por causa da situação esportiva da equipe.
Ben Sulayem tratou o tema de forma direta ao citar Fernando Alonso. “Considero inaceitável ver Alonso correndo com um carro tão pouco competitivo”, afirmou o presidente da FIA ao defender concessões adicionais para a Honda.
O tema aparece em um momento de incerteza também para o próprio Alonso, que já manifestou dúvidas sobre sua permanência na categoria. Pela regra atual mencionada nas conversas, a Honda ainda conta com duas oportunidades de atualização ao longo de 2026 e 2027, enquanto a possibilidade de apoio extra segue em discussão entre FIA e fabricantes.