“Acho que o maior legado para mim e para a minha carreira é a mudança na Espanha”, disse Alonso ao tratar do efeito de sua trajetória no país.
Alonso estreou na Fórmula 1 em 2001 e chegou a 439 GPs disputados, número que o coloca como o piloto com mais participações na história da categoria. Nesse período, conquistou dois títulos mundiais e 32 vitórias.
Alonso relembra um início com pouca visibilidade da F1 no país
Ao comparar o começo da carreira com o cenário atual, Alonso descreveu uma realidade em que a Fórmula 1 tinha alcance bem menor na Espanha. Segundo o piloto, o campeonato ainda ocupava um espaço reduzido no país há cerca de vinte anos.
“Isso mostra como a F1 era pequena no meu país há vinte anos”, afirmou. Como exemplo desse contexto, ele lembrou que a própria família acompanhava suas corridas pela RTL, canal da Alemanha.
O contraste com o momento atual aparece, na visão de Alonso, não apenas no acompanhamento do público, mas também na quantidade de profissionais espanhóis trabalhando diretamente na categoria.
Presença espanhola entre engenheiros e mecânicos é o dado citado por Alonso
Ao falar sobre essa mudança, Alonso apontou um indicador concreto do crescimento espanhol na Fórmula 1. “Acho que agora cerca de 10% dos mecânicos e engenheiros da F1 sejam espanhóis”, declarou.
A referência aos bastidores da categoria foi o ponto central da avaliação do piloto sobre seu legado. Em vez de destacar apenas os marcos esportivos da própria trajetória, Alonso relacionou sua passagem pela Fórmula 1 à ampliação do espaço de profissionais espanhóis nas equipes.
Os números da carreira ajudam a dimensionar o peso da avaliação feita por Alonso: além dos 439 GPs e dos dois títulos, ele soma 32 vitórias desde a estreia em 2001, mas escolheu como marca mais importante a mudança da presença espanhola no ambiente da Fórmula 1.