Leclerc apontou principalmente para o motor de combustão interna da Mercedes. “Eu apostaria que a potência do motor de combustão interna deles é significativamente maior”, disse o piloto da Ferrari.
Segundo Leclerc, essa vantagem altera o momento em que o carro consegue colocar potência no chão. “Quando você tem muito mais potência, pode começar a entregar essa potência mais tarde na saída das curvas”, afirmou.
Projeto da Ferrari privilegiou baixa velocidade e perdeu reta
A Ferrari convive nesta temporada com um déficit de desempenho na unidade de potência. O conceito adotado no projeto priorizou eficiência em baixa velocidade, mas acabou comprometendo a velocidade máxima.
Entre as escolhas técnicas do conjunto, o turbo da Ferrari foi desenhado com dimensões reduzidas para eliminar o atraso de resposta. A unidade de potência também passou por um ajuste com o ADUO para tentar melhorar o desempenho.
Na prática, a combinação desses fatores ajuda a explicar a leitura de Leclerc sobre o “círculo vicioso”: com menos potência disponível, a Ferrari precisa buscar desempenho de outra forma, enquanto os rivais com motor Mercedes conseguem uma entrega diferente na aceleração e na reta.
Unidade atualizada ainda está sob avaliação após acidente
A Ferrari levou uma unidade de potência atualizada para o GP da Itália, mas ainda não há definição sobre a reutilização desse conjunto depois do acidente de Leclerc em Monza.
O cenário depende do estado do motor após a batida. Se a unidade de potência tiver sofrido danos críticos, Leclerc pode precisar cumprir uma penalidade no grid de largada por troca de componentes.