Wurz media 1,88 m, enquanto seu então companheiro de equipe, Giancarlo Fisichella, tinha 1,72 m. Segundo o ex-piloto, essa diferença física pesava na comparação de performance e ajudava a criar a percepção de que ele era mais lento, em um contexto de carro acima do peso.
Benetton chegou a colocar a ideia em uma planilha
Ao relembrar o episódio, Wurz disse que a proposta foi tratada de forma concreta dentro da equipe. “Nick Wirth montou uma planilha em que calculava o custo de uma operação para encurtar os dois meus fêmures”, afirmou.
A declaração foi dada por Wurz ao falar sobre o tipo de solução buscada na Fórmula 1 quando as equipes tentam encontrar desempenho em ganhos mínimos. Nesse ambiente, cada milésimo de segundo entra na conta, e o peso do conjunto também pode influenciar a análise sobre o rendimento do piloto.
Wurz disse que recusou a ideia de imediato. “Eu respondi com duas palavras: uma começava com ‘F’ e a outra com ‘O’”, contou.
Diferença de peso entrou na leitura dos tempos de volta
Na avaliação de Wurz, sua performance era julgada sem o devido desconto para a desvantagem de peso associada à própria altura. Por isso, ele contestou a leitura de que estava abaixo do companheiro de equipe naquele período.
“Se você colocar isso nos meus tempos de volta, eu era tão rápido quanto ele”, disse Wurz, em referência a Fisichella.
O relato combina dois pontos que faziam parte da rotina técnica das equipes: a preocupação constante com performance e a busca por soluções para reduzir qualquer desvantagem do carro. No caso descrito por Wurz, a discussão passou diretamente pelas características físicas do piloto e pela influência disso no peso total do conjunto.