A Fórmula 1 também anunciou que a temporada de 2027 terá um recorde de dez corridas Sprint. Em Mônaco, isso significará duas classificações no mesmo fim de semana, além da prova curta de sábado, que distribui pontos para os oito primeiros colocados.
Preparação mais limitada em um dos circuitos mais exigentes do calendário
Lando Norris apontou justamente a redução do tempo de pista como o principal obstáculo do novo formato no Principado. “Acho que o ponto principal é que isso significa que teremos o Treino Livre 1 e a classificação na sexta-feira”, disse à Sky Sports F1.
O piloto acrescentou que o desafio está em “ter apenas uma sessão de treinos antes de ir direto para a classificação”. Segundo Norris, esse cenário aumenta a dependência das informações já coletadas anteriormente. “Dependemos mais dos dados deste ano e, obviamente, é mais difícil para nós, pilotos”, afirmou.
Ultrapassagem segue como ponto sensível para a Sprint em Mônaco
Além da preparação reduzida, a adaptação do formato Sprint esbarra em uma característica histórica de Mônaco: a dificuldade para ultrapassar. Em uma corrida mais curta, a tendência é que a posição de largada tenha peso ainda maior, já que o circuito costuma oferecer poucas oportunidades reais de ataque.
O traçado é tradicionalmente tratado como um dos mais complicados do calendário para disputas roda a roda, o que pode criar um cenário de pelotão comprimido ao longo da prova curta. Norris resumiu o risco de extrapolar o limite no circuito: “Quando você ultrapassa esse limite, a corrida acaba.”
Com a Sprint, Mônaco terá no sábado uma oportunidade extra de pontos para as equipes ao longo do fim de semana, mas dentro de um formato que comprime a preparação e mantém intactas as características mais particulares do circuito.
































