Ben Sulayem afirmou que não quer ver Alonso deixar a categoria por falta de condições para seguir no grid. “Não dá para aceitar que Fernando Alonso deixe o esporte simplesmente por circunstâncias”, disse o presidente da FIA.
Do lado da Honda, a resposta foi direta. “Não acho que ele possa nos dar nenhuma solução mágica”, afirmou Orihara ao comentar a possibilidade de uma saída articulada pela FIA.
Discussão acontece no contexto das regras de 2026 e do projeto de 2027
O debate aparece em meio ao ciclo regulatório de 2026 e ao desenvolvimento da unidade de potência de 2027. Nesse ambiente técnico, a Honda recebeu autorização para trabalhar com mais dinheiro no desenvolvimento de motores, dentro de um cenário que também passou a incluir maior liberdade de homologação e flexibilidade financeira ampliada.
Mesmo com esse contexto mais aberto, não há medida concreta apresentada até agora para atender ao desejo manifestado por Ben Sulayem. A ausência de uma proposta formal também mantém indefinido o alcance de qualquer eventual concessão adicional e seus efeitos para a própria Honda.
Momento esportivo de Alonso também entrou na conversa
A situação ganhou força depois de Alonso terminar em 17º no GP da Espanha. O resultado colocou novamente em discussão as condições para sua continuidade na Fórmula 1 além da atual temporada, tema citado por Ben Sulayem ao falar sobre 2027.
As declarações também surgem em um período em que a categoria discute como equilibrar o desenvolvimento das futuras unidades de potência dentro do novo ciclo técnico. Por enquanto, o único ponto confirmado é que a FIA ainda não apresentou nenhum texto regulatório para transformar essa intenção em regra.