Piastri venceu sete GPs em 2025 e terminou a temporada a 13 pontos do título mundial. Em 2026, porém, somou apenas dois pódios nas primeiras 14 corridas, em um recuo que a McLaren relacionou às características do MCL40.
Andrea Stella, chefe da McLaren, afirmou que Piastri não consegue guiar o carro “de forma natural”. A avaliação veio em meio a um cenário técnico em que os níveis de downforce caíram cerca de 30% em relação aos carros anteriores da era do efeito solo.
Brundle aponta efeito maior sobre pilotos de traço mais suave
Brundle, comentarista da Sky Sports F1, observou que cada piloto tem um estilo diferente e indicou que os mais suaves tendem a sofrer mais quando o carro perde carga aerodinâmica. Nesse contexto, a necessidade de uma condução mais agressiva não favoreceria pilotos com esse perfil.
As dificuldades de Piastri em condições de pouca aderência já tinham aparecido em 2025, quando ele perdeu pontos em etapas como Baku e Cidade do México. A leitura apresentada foi a de que esse tipo de característica ganhou ainda mais peso com o comportamento atual dos carros.
Rosberg cobra adaptação dos principais pilotos
Rosberg discordou da justificativa como explicação suficiente para o momento de Piastri. Para o ex-piloto, “os melhores pilotos se adaptam a qualquer coisa”, apontando que mudanças de condição e de comportamento do carro são parte normal da categoria.
Brundle também citou que essa adaptação acontece de forma natural em situações variáveis, como em pista molhada, ao comentar: “Você faz isso naturalmente de qualquer jeito, não faz, em um dia de chuva?”.
O debate sobre estilo de pilotagem não ficou restrito à McLaren. George Russell também precisou modificar sua forma de guiar e acabou ofuscado por Kimi Antonelli em parte dessa adaptação ao comportamento atual dos carros.