O episódio em debate aconteceu após a bandeira vermelha provocada por Charles Leclerc. Depois da interrupção, Tsunoda alinhou em 14º no grid, ponto que passou a ser questionado pela Audi. A equipe discorda da interpretação adotada pelos comissários sobre o procedimento da nova volta de formação.
Regra sobre nova volta de formação está no centro do recurso
A base da contestação é o Artigo B5.9.4 do Regulamento Esportivo. Segundo esse trecho da regra, o piloto considerado responsável por uma nova volta de formação deve seguir para o pitlane. A decisão tomada no fim de semana, porém, foi não aplicar punição a Tsunoda.
O caso segue em aberto, e há cautela também porque a Racing Bulls não detalhou publicamente sua linha de defesa. Entre os pontos do processo, está justamente a discussão sobre a responsabilidade do piloto no procedimento que levou à nova volta de formação.
Permane evita comentar mérito do caso antes da audiência
Alan Permane, diretor da Racing Bulls, confirmou que a equipe vai à audiência para sustentar sua posição. “Claro que vamos lá para defender a equipe e o Yuki”, afirmou.
Permane evitou entrar no mérito da apelação antes do julgamento. “Não posso entrar em detalhes além disso enquanto o caso ainda estiver em aberto”, disse. Ao comentar a viagem para Paris, onde será tratada a apelação, ainda brincou: “Sempre é bom sair à noite em Paris.”
Resultado pode alterar a zona de pontuação
A importância esportiva do recurso vai além do caso disciplinar. Se a apelação da Audi for bem-sucedida e a classificação for revista, Bortoleto pode herdar um ponto por ter terminado a prova em 11º.
O fim de semana teve Rui Marques como diretor de prova, e a análise agora gira em torno da aplicação da regra sobre a nova volta de formação e da decisão que manteve Tsunoda sem punição durante a corrida.
































