“Não dá para aceitar que Michael seja mais rápido que Max Verstappen só porque tem mais bateria”, disse Alonso ao falar sobre a dependência crescente da energia elétrica nas unidades de potência.
O debate acontece num momento em que a Fórmula 1 avança para uma divisão de 60-40 entre potência de combustão e energia elétrica. A mudança mais significativa nas regras de potência está prevista para 2027, enquanto o retorno dos motores V8 está programado para 2031.
Conversa com FIA e Domenicali entrou na discussão técnica
Alonso afirmou que levou a discussão diretamente aos responsáveis pela categoria. Segundo o piloto, o assunto foi tratado tanto com o presidente da FIA quanto com Stefano Domenicali.
“Conversei com ele [o presidente da FIA], mas também falo com Stefano regularmente para fazermos tudo o que for possível”, afirmou.
Além da crítica geral ao regulamento, Alonso também conversou com o presidente da FIA sobre o desempenho da Honda. A fabricante recebeu concessões dentro do sistema de recuperação ADUO, mecanismo previsto para montadoras de unidades de potência que estejam abaixo do esperado nessa área.
Mudanças nos motores seguem em pauta para os próximos anos
A discussão levantada por Alonso aparece no centro de uma transição técnica importante da Fórmula 1. Com a categoria caminhando para uma participação maior da energia elétrica na entrega de potência, cresce também o debate sobre o quanto esse equilíbrio deve influenciar diretamente o rendimento em pista.
Dentro desse cenário, 2027 foi apontado como o marco da próxima grande alteração nas regras de potência. Mais adiante, a categoria tem previsto o retorno dos motores V8 em 2031.
Outro ponto do calendário técnico recente é a chegada de Madring como nova sede do GP da Espanha. O circuito tem 5,4 km.