O cenário ganhou peso depois de Lawrence Stroll manter conversas com Mercedes e Red Bull Powertrains. Não há perspectiva de qualquer acordo entrar em vigor antes de 2028, mas o movimento ocorre enquanto a Aston Martin aparece na vice-lanterna do campeonato, com três pontos.
Troca no comando ocorre após avaliação interna da Honda
A avaliação dentro da Honda é de que a operação ficou dependente demais da metodologia anterior usada sob Kakuda. A mudança para Fukao sinaliza uma tentativa de corrigir essa rota em meio à cobrança por maior competitividade da unidade de potência híbrida.
Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation, afirmou que a marca espera um salto já na próxima temporada. “Eles serão muito, muito mais competitivos no ano que vem”, disse.
A insatisfação com o desempenho ficou ainda mais evidente após a atuação da Honda em uma etapa recente, resultado considerado custoso para Kakuda no processo que levou à troca de comando.
Aston Martin convive com problemas no carro e no motor
O momento esportivo ajuda a explicar a pressão sobre a parceria. Além do déficit da Honda em relação a outras fabricantes no conjunto híbrido, a Aston Martin também enfrenta problemas de chassi no carro desenvolvido sob a direção técnica de Adrian Newey.
Essa combinação tem pesado no desempenho da equipe, que ocupa a segunda pior campanha do grid até aqui, com apenas três pontos.
Plano inicial da Honda também mudou com a nova era da F1
A atual reorganização também se insere em um projeto que mudou de rumo nos últimos anos. A Honda inicialmente planejava deixar a Fórmula 1 antes da entrada das regras de 2026, mas acabou mantendo sua presença e agora tenta reestruturar a área técnica em um momento de forte cobrança por resultados.