No carro de Leclerc, o plano passou por um primeiro trecho de corrida muito longo. A Ferrari manteve o piloto na pista por mais tempo dentro de uma leitura que dependia de uma possível intervenção, como Safety Car ou bandeira vermelha, para reposicionar a estratégia ao longo da prova.
Depois da corrida, Leclerc aprovou a execução do plano: “Fizemos um bom trabalho com a estratégia”, disse o piloto da Ferrari ao avaliar a atuação da equipe no domingo.
Plano de Leclerc apostava em uma corrida interrompida
A explicação da Ferrari para a escolha no carro de Leclerc foi diretamente ligada ao cenário de prova que a equipe esperava explorar. Com pneus duros e um stint inicial mais estendido, o objetivo era manter margem para reagir caso a corrida fosse neutralizada ou interrompida.
Fred Vasseur, chefe da Ferrari, resumiu a lógica da aposta ao explicar que “uma bandeira vermelha poderia nos colocar em posição de brigar pela vitória”. A estratégia, portanto, não era apenas para alongar o stint, mas para deixar Leclerc em condição de tirar proveito de uma mudança no curso normal da prova.
Enquanto isso, Hamilton teve uma abordagem diferente com os pneus macios. A Ferrari, portanto, distribuiu os riscos entre os dois carros, sem repetir o mesmo plano de corrida nas duas garagens.
Hamilton abandona e Ferrari ainda não tem causa exata da falha
O lado negativo do domingo veio com o abandono de Hamilton. O piloto deixou a prova depois de um problema no sistema de freios, encerrando mais cedo a corrida do segundo carro da Ferrari.
Até o momento, a causa exata da falha não havia sido identificada. Hamilton se manifestou após o abandono com uma mensagem curta: “Agradeço pelo trabalho da equipe durante todo o fim de semana”.
Com isso, a Ferrari terminou a corrida apenas com o quarto lugar de Leclerc, resultado construído por uma estratégia baseada em pneus duros, stint inicial longo e expectativa de Safety Car ou bandeira vermelha.
































