A expectativa de Antonelli para a corrida passa pela combinação entre um traçado em que atacar será complicado e uma degradação considerada alta. Na visão do piloto, isso pode limitar bastante as disputas diretas por posição ao longo da prova.
“Ultrapassar, eu acho que vai ser muito difícil”, disse Antonelli. Sobre o efeito do desgaste dos pneus nesse cenário, ele resumiu: “Isso deixa tudo um pouco mais complicado.”
Madring reúne dificuldade para atacar e desgaste elevado
O novo circuito Madring já aparece, na leitura de Antonelli, como uma pista em que seguir de perto o carro da frente não necessariamente será suficiente para concluir a manobra. Com a degradação acentuada dos pneus, a tendência é de uma corrida em que administrar ritmo e desgaste tenha papel central.
Antonelli afirmou que, nessas condições, as opções para quem estiver atrás ficam reduzidas. “A única coisa que dá para fazer é tentar pressionar o carro da frente”, declarou o piloto da Mercedes.
A posição de largada amplia a importância desse cenário para o italiano. Partindo da primeira fila, ele terá Norris imediatamente à frente, enquanto Max Verstappen sai em terceiro. Lewis Hamilton e Charles Leclerc completam as cinco primeiras posições do grid de largada.
Pneu duro ainda é ponto de incerteza antes da largada
Além da dificuldade natural de ultrapassar, Antonelli apontou uma incógnita técnica importante para a corrida: o comportamento do pneu duro. Sem uma leitura clara sobre a resistência e o rendimento desse composto, a prova chega com um elemento extra de imprevisibilidade.
“Não sabemos realmente como o pneu duro vai se comportar”, afirmou Antonelli.
A dúvida sobre o composto duro se soma ao quadro já projetado pelo piloto da Mercedes: uma corrida em que manter os pneus vivos pode ser tão ou mais decisivo do que tentar uma manobra na pista.
































