Fórmula 1

Pirelli aponta uma parada como caminho mais provável para o GP da Espanha em Madri

A estratégia de pneus deve ser um dos pontos centrais do GP da Espanha, na estreia do Madring. A Pirelli vê a corrida com uma parada como a opção mais provável, em um cenário influenciado pelo pit lane longo, pelas temperaturas elevadas e pela chance de safety car em um traçado com barreiras próximas.

Estratégia de uma parada ganha força no GP da Espanha, mas graining mantém corrida aberta
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Lando Norris larga na pole depois de superar Kimi Antonelli por diferença mínima no Q3 e busca a terceira vitória na temporada. Além da disputa na frente, a definição entre uma ou duas paradas aparece como fator relevante para toda a corrida.

Janela principal aponta para médios e duros

A combinação mais cotada para a prova é largar com pneus médios e fazer a troca para os duros. A janela estimada para essa parada fica entre as voltas 18 e 24. Em avaliação da fornecedora, “a estratégia de uma parada é a opção mais provável”.

Dario Marrafuschi, diretor de automobilismo da Pirelli, afirmou que a escolha final ainda depende do comportamento de cada carro ao longo da corrida. Segundo ele, “a definição entre uma e duas paradas dependerá da capacidade de cada carro controlar o graining”.

Se o desgaste ou o graining pesarem mais do que o esperado, uma alternativa é partir para duas trocas com a sequência médio-duro-duro, com janelas entre as voltas 10 e 16 e depois entre 31 e 37. Os macios também entram nas contas para quem buscar mais aderência no início, com stints previstos entre 9 e 15 voltas na primeira passagem e entre 30 e 36 na segunda.

Pit lane longo e calor podem mudar a corrida

Um dos fatores que reforçam a aposta em apenas uma parada é o tempo perdido nos boxes. O pit lane do Madring tem perda estimada de 24 segundos por passagem, um dos maiores valores do calendário. Isso aumenta o custo de uma segunda visita aos boxes, ainda mais em uma pista em que a ultrapassagem é apontada como difícil e o trânsito pode atrapalhar quem voltar no meio do pelotão.

Ao mesmo tempo, o calor pode empurrar algumas equipes para uma estratégia mais agressiva. A previsão indica 31°C de temperatura ambiente e 54°C no asfalto, sem expectativa de chuva. Nesse cenário, o desgaste tende a crescer, especialmente se os carros tiverem dificuldade para preservar os pneus ao longo dos stints.

Ritmo de corrida também entra na equação

Os dados de ritmo de corrida colocam a Mercedes como referência, com Ferrari a 0s14, Red Bull a 0s18 e McLaren a 0s19. Para quem larga mais atrás, outra possibilidade é abrir a corrida com pneus duros e alongar o primeiro stint antes de migrar para os médios, em uma janela entre as voltas 36 e 42.

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Redação F1 Racing Mania

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