“Ainda preciso descobrir uma curva em que dê para ultrapassar”, disse Verstappen. O piloto também reclamou que as zonas de frenagem exigem que o carro já esteja virando enquanto freia, o que reduz as chances de ataque roda a roda.
Segundo Verstappen, mudanças seriam necessárias em quase todas as zonas de frenagem do traçado. Em tom irônico, ele afirmou: “Se vocês me derem o mapa da pista, eu resolvo isso”.
Asfalto com bumps e desenho sem consulta aos pilotos
Além da dificuldade para ultrapassar, Verstappen observou que o asfalto está irregular demais para uma pista nova. A avaliação dele veio no mesmo fim de semana em que outros pilotos também demonstraram reservas sobre o circuito, enquanto Lando Norris comparou a emoção da volta em Madri à de Mônaco.
Outro ponto citado foi a ausência de consulta aos pilotos antes da construção do traçado. Verstappen indicou que a opinião de quem corre no circuito poderia ter ajudado a evitar parte dos problemas percebidos agora.
Pit lane longo entra na lista de reclamações
Verstappen também criticou o pit lane de Madri, considerado por ele longo demais e sem lógica no desenho. “Isso não foi pensado de forma lógica”, afirmou. O pit lane é dividido em duas seções por causa de uma sala de exposições, um detalhe que entrou no centro das discussões sobre a funcionalidade do projeto.
Mesmo com alta degradação de pneus observada no fim de semana, a tendência é de que a estratégia privilegie menos paradas justamente pela dificuldade de ultrapassar e pelo peso da posição de pista. Verstappen ainda mencionou limitações das unidades de potência de 2026 que podem afetar o desempenho no Madring.