A manifestação do dirigente veio após o episódio em Monza, num momento em que havia pressão por uma hierarquia mais clara dentro da equipe. Ainda assim, a Ferrari manteve a linha de tratar Hamilton e Leclerc em igualdade de condições, sem estabelecer previamente qual dos dois teria prioridade esportiva.
Ferrari diz que política está prevista nos contratos
Ao explicar a posição da equipe, Vasseur afirmou que a escolha não foi adotada de forma circunstancial, mas faz parte da filosofia de gestão da dupla. “É uma escolha estratégica. Algumas equipes decidem ter um piloto número 1 e um número 2”, disse o chefe da Ferrari.
Segundo ele, a equipe optou por incluir nos contratos cláusulas ligadas a esse tratamento igual entre os pilotos. Na prática, a diretriz evita uma hierarquia fixa e deixa a administração das disputas internas condicionada ao cenário de cada corrida e de cada fase da temporada.
Vasseur também indicou que não trabalha com uma regra única para esse tipo de situação. “Não gosto desse princípio, porque cada situação precisa ser interpretada”, afirmou.
Comparação com a McLaren entrou na explicação de Vasseur
Na defesa da política adotada pela Ferrari, Vasseur comparou a filosofia da equipe à da McLaren, citando a forma como a rival lidou com sua própria dupla em 2025. A referência foi usada para sustentar a ideia de que a comparação de desempenho e a gestão da convivência entre companheiros de equipe fazem parte de uma escolha estratégica, e não necessariamente de uma ordem fixa definida antes das corridas.
A posição da Ferrari foi anunciada depois do contato entre Hamilton e Leclerc em Monza, justamente em um cenário em que incidentes entre companheiros costumam alimentar pedidos por intervenção mais direta do comando da equipe.
Ao resumir o princípio que considera central nessa convivência, Vasseur afirmou: “O ponto fundamental é o respeito.”