Hamilton chegou a liderar as primeiras tentativas do Q3, mas terminou superado por Max Verstappen, Andrea Kimi Antonelli e Norris. Leclerc também ficou perto da frente, a 0s195 do tempo da pole, em uma sessão em que os dois pilotos da Ferrari não demonstraram frustração com a própria execução das voltas, e sim com o que o carro conseguiu entregar no momento decisivo.
Ao resumir a sensação depois da classificação, Hamilton elogiou o comportamento do carro, mas apontou a limitação de desempenho: “O carro estava bom, só não era rápido o bastante.”
Ferrari sentiu desgaste maior do que previa na classificação
O tema central do sábado para a equipe foi a degradação dos pneus. A Ferrari optou por usar pneus médios no Q1, e o comportamento dos compostos ao longo da sessão acabou entrando no radar para a prova.
Hamilton disse que o nível de desgaste surpreendeu quem estava no grid. “Todos nós achávamos que não haveria tanto desgaste.” A observação ajuda a explicar a cautela da Ferrari para o domingo, já que o desempenho do carro foi tratado pelos pilotos em conjunto com a capacidade de preservar pneus.
Leclerc foi ainda mais direto ao tratar do impacto dessa variável na corrida. “Vai ser um fator decisivo.” Para o piloto, o cenário ganha peso extra em uma etapa na qual a posição de largada também tem influência importante no resultado.
Leclerc destaca peso do grid e evita prever corrida com incidentes
Mesmo com a Ferrari relativamente perto da pole em tempo puro, Leclerc chamou atenção para a dificuldade de recuperar terreno ao longo da prova. “Aqui, a classificação é fundamental.”
O piloto também evitou fazer projeções baseadas em possíveis confusões ou oportunidades de corrida: “Não dá para calcular a sorte nem prever isso.” O GP da Espanha está marcado para as 10h do próximo domingo (13).
































