O caso surgiu antes da relargada após o acidente de Charles Leclerc. Naquele momento, foi feita uma nova volta de formação, e Rui Marques, diretor de prova, considerou inadequada a posição de Tsunoda no grid.
Regulamento citado pela Audi prevê largada dos boxes
A base da contestação está no artigo B5.9.4 do regulamento esportivo da Fórmula 1 de 2026. A regra determina que, quando um piloto provoca uma nova volta de formação, ele deve largar do pitlane.
Bortoleto disse que a leitura da Audi é direta. “Acho que as regras são bem claras: quando um piloto provoca uma nova volta de formação, ele deve largar do pitlane”, afirmou o brasileiro ao comentar a situação.
Pelo entendimento da Audi, a consequência esportiva do episódio deveria ter alterado a posição de Tsunoda na relargada. Como isso não aconteceu, a equipe decidiu contestar oficialmente o resultado da prova.
Comissários aceitaram a defesa da Racing Bulls
Os comissários aceitaram os argumentos da Racing Bulls de que Tsunoda não estava fora da posição do grid. Essa interpretação contrariou a avaliação feita por Rui Marques e manteve o resultado de pista naquele momento.
O recurso apresentado pela Audi tenta justamente reverter essa leitura dos comissários. A discussão gira em torno da aplicação da regra após a nova volta de formação e da definição sobre o que levou à mudança no procedimento de largada.
Bortoleto também destacou o efeito prático que a revisão pode ter para ele e para a equipe. “Estamos entrando com um recurso contra os resultados. Para nós, se conquistarmos a posição, isso vale um ponto”, disse.
Se a penalização a Tsunoda for aplicada após a análise do recurso, Bortoleto herdará o décimo lugar, entrando na zona de pontuação da corrida.