A La Monumental tem 550 metros, é contornada para a direita e deve ser iniciada perto de 300 km/h. Nesse setor, os carros podem enfrentar uma compressão de até 4G durante dois segundos, condição que chama atenção pelo efeito direto sobre os fluidos do motor ao longo de uma curva extensa e sustentada.
Força G prolongada vira preocupação técnica
Shintaro Orihara, gerente-geral e engenheiro-chefe da Honda e responsável pela análise da curva, resumiu o problema de forma direta: “É um trecho bem desafiador para o sistema de lubrificação.”
O alerta da Honda está ligado justamente às cargas previstas nesse ponto do circuito. Com a compressão elevada mantida por cerca de dois segundos, a exigência sobre o sistema de lubrificação entra no radar técnico da fabricante para a estreia da Fórmula 1 no novo traçado.
Além de ser uma curva de alta, a La Monumental combina velocidade de entrada próxima de 300 km/h com um raio longo de 550 metros. Esse perfil faz do setor um dos pontos mais sensíveis da pista para a avaliação mecânica e de confiabilidade.
Aston Martin adota cautela antes da estreia
A Aston Martin, equipe que utiliza motores Honda, evitou antecipar uma conclusão sobre o comportamento do circuito antes da atividade na pista. Mike Krack, engenheiro-chefe de pista da equipe, disse que a leitura mais precisa só virá quando os carros começarem a rodar.
“Vamos dar algumas voltas primeiro e depois ver como essa pista se comporta”, afirmou Krack ao comentar a necessidade de observar na prática os efeitos das características do novo traçado.
Antes da estreia da Fórmula 1, o circuito já teve uma atividade de base marcada por interrupções. Em um teste da Fórmula 3, foram registradas dezesseis bandeiras vermelhas.