O caso começou antes da largada, quando houve uma volta de formação adicional. A direção de prova tomou a medida por precaução depois de considerar inadequada a posição de Tsunoda no grid. O diretor de prova Rui Marques registrou que “a posição de Tsunoda no grid foi considerada inadequada”.
Regra citada pela Audi prevê ida aos boxes
O ponto central do recurso está no artigo B5.9.4 do regulamento esportivo. Esse trecho estabelece que, se um piloto provocar uma volta extra, ele deve entrar nos boxes. A Audi contesta justamente o fato de esse procedimento não ter sido aplicado no caso de Tsunoda.
Se a interpretação defendida pela equipe for aceita pela FIA, a consequência esportiva pode ser imediata: Tsunoda ficaria sujeito a uma punição de 30 segundos, e Bortoleto herdaria a 10ª posição, entrando na zona de pontuação.
Comissários aceitaram defesa da Racing Bulls
Na análise inicial, os comissários acataram a versão apresentada pela Racing Bulls e decidiram não aplicar a punição. A equipe argumentou que Tsunoda não estava fora de sua posição no grid e também sustentou que não foi informada de que o piloto era o responsável pela volta de formação adicional.
Esse entendimento manteve o resultado da corrida como foi homologado após a bandeirada, com Tsunoda à frente de Bortoleto. A Audi, porém, levou o caso adiante para tentar reverter essa leitura do regulamento.
FIA ainda não marcou a audiência
Além de buscar a revisão do caso específico, a Audi também quer uma interpretação mais clara da regra para situações futuras. A FIA ainda não definiu a data da audiência do recurso.
O processo prevê um prazo de 96 horas para análise do regulamento, enquanto o resultado oficial segue inalterado até nova decisão sobre o caso envolvendo Tsunoda e a volta de formação adicional.