Mesmo com vitórias de Hamilton em Barcelona e de Leclerc na Inglaterra ao longo do ano, a Ferrari chega a essa fase com pressão maior também pelo cenário do campeonato, liderado por Kimi Antonelli. Além da disputa por desempenho, a equipe lida com a necessidade de administrar a convivência entre seus dois pilotos.
Vasseur admite possibilidade de intervenção
O chefe da Ferrari, Fred Vasseur, afirmou que a equipe poderá interferir se considerar necessário. “Ordens de equipe poderão acontecer no momento apropriado”, disse o dirigente ao tratar da competição interna entre Hamilton e Leclerc.
A discussão ganhou força depois de episódios recentes entre os dois. Hamilton já havia reclamado de ter perdido tempo atrás de Leclerc na Holanda, e a situação voltou a escalar com o toque na primeira curva em Monza. Em qualquer equipe, a disputa entre companheiros exige cuidado extra, e esse limite passou a ser um ponto central na Ferrari.
Histórico dos pilotos ajuda a explicar o cenário
Hamilton já viveu disputas internas intensas em fases anteriores da carreira, tanto na McLaren quanto na Mercedes. Leclerc, por sua vez, não havia estado até aqui em uma briga direta com seu companheiro de equipe nos mesmos termos, o que acrescenta um elemento novo à dinâmica da Ferrari nesta temporada.
Além da tensão entre os pilotos, a Ferrari também tenta entender os efeitos das mudanças de regulamento sobre o desempenho do carro. Esse contexto técnico se soma ao problema esportivo e ajuda a explicar por que a equipe chega a este momento sob cobrança maior, mesmo depois de já ter vencido corridas no ano.