Lawson e Tsunoda assumiram o lugar de Isack Hadjar, afastado por uma lesão no punho. Lawson terminou em sétimo em Zandvoort e também pontuou em Monza, resultados usados por Verstappen ao comentar como pilotos que chegam de última hora conseguem ser competitivos em pouco tempo com o regulamento atual.
Crítica de Verstappen mira a resposta do carro ao piloto
Ao explicar sua visão sobre os modelos de 2026, Verstappen resumiu o problema na forma como o carro reage aos comandos. “É porque esses carros ficam anestesiados aos comandos do piloto”, afirmou. Em outra comparação, ele descreveu o conceito atual como uma “Fórmula E com esteroides”.
O piloto também defendeu uma mudança mais profunda no conjunto mecânico. “Tem que voltar para um V8, nem que seja só pela dirigibilidade”, disse. Verstappen acrescentou que espera evolução nos próximos anos: “Espero que, nos próximos anos, isso só possa melhorar”.
Regulamento da unidade de potência já terá novo ajuste
O equilíbrio da unidade de potência já tem mudanças previstas para as próximas temporadas. A participação elétrica, que está em 47%, cairá para 42% no ano que vem. Depois, em 2028, esse percentual será reduzido para 40%.
O tema aparece no centro da crítica de Verstappen ao regulamento atual, que ele contrapõe a épocas em que a adaptação a um carro de ponta era menos imediata. A Autosport relembra, nesse contexto, que Verstappen venceu sua primeira corrida com um carro da Red Bull aos 18 anos.
Comparações internas também apareceram ao longo da temporada
Embora Verstappen tenha citado a entrada de Lawson e Tsunoda como sinal de que os carros atuais exigem menos adaptação, os dois foram superados por seus companheiros de equipe nas sessões de classificação. Em outro recorte citado ao longo do ano, no intervalo de abril, Lance Stroll ficou em média 0s300 atrás de Fernando Alonso.