“O balanço da temporada não é muito positivo”, disse Neuville. Em seguida, resumiu o momento de forma ainda mais direta: “Para mim, é uma grande decepção.”
O cenário esportivo se mistura a uma incerteza maior fora das especiais. A Hyundai ainda não anunciou quais serão seus próximos passos no WRC, e Neuville reconheceu dúvidas sobre a sequência do projeto. Mesmo assim, apontou qual é sua escolha para o futuro: “Minha prioridade é continuar com a Hyundai no WRC.”
Dificuldade com o carro apareceu no asfalto e na terra
Um dos principais problemas da temporada foi a falta de sintonia de Neuville com o carro em superfícies diferentes. Ao longo do ano, ele não encontrou o comportamento que procurava nem no asfalto nem na terra, fator que pesou diretamente no rendimento.
Essa limitação veio acompanhada de um contexto técnico pouco favorável a mudanças mais amplas. O desenvolvimento do carro tem margem reduzida para alterações, num momento em que o WRC também passa por mudanças de regulamento. Isso restringiu as possibilidades de correção ao longo da temporada.
Os resultados ajudam a dimensionar o tamanho da queda de rendimento. A campanha atual é tratada como uma das piores de Neuville em mais de dez anos, com um cenário semelhante não visto desde 2015.
Reta final terá abordagem sem conservadorismo
Com três ralis ainda pela frente, Neuville direciona o foco para tentar salvar o ano com vitórias. A meta declarada é brigar por triunfos nas provas restantes, sem a necessidade de administrar a situação com cautela.
“Não temos muita coisa a perder”, afirmou o piloto ao comentar a postura para a reta final da temporada.
Além da busca por resultados imediatos, a combinação entre desempenho abaixo do esperado, pouca margem de evolução do carro e a falta de definição da Hyundai sobre o futuro no rally mantém aberta a discussão sobre os próximos passos de Neuville, embora ele já tenha indicado que sua preferência é permanecer no programa da marca no WRC.