O irlandês mostrou velocidade em diferentes etapas ao longo do ano, mas ainda não conseguiu transformar esse ritmo em resultados mais sólidos. Seus melhores desempenhos até aqui foram dois oitavos lugares, na Suécia e no Japão. No restante da campanha, os problemas se acumularam, incluindo erros na Estônia e na Finlândia e um abandono no Rally del Paraguay após uma colisão.
“É um momento difícil porque queremos conseguir um bom resultado”, afirmou Armstrong. Em outra avaliação sobre a temporada, o piloto resumiu o cenário: “Mostramos boa velocidade, mas foi mais um abandono”.
Sextas-feiras viraram ponto crítico na temporada
Uma das maiores dificuldades de Armstrong em 2026 tem sido a abertura das etapas. As sextas-feiras foram especialmente complicadas, e sua última primeira perna sem problemas havia sido no Rally Japão, em maio. Esse padrão impediu o piloto de construir ralis consistentes e comprometeu a chance de aproveitar o potencial mostrado em trechos isolados.
O contexto também inclui fatores típicos do WRC, como o efeito de limpeza de estrada, que pode influenciar o rendimento ao longo do fim de semana. Ainda assim, o principal foco do piloto para reagir passa menos por mudanças técnicas e mais pela abordagem pessoal diante das etapas.
Plano de Armstrong passa por ajuste psicológico
Para tentar mudar o rumo da temporada em sua estreia na classe Rally1, Armstrong disse que a prioridade está no aspecto mental. “Acho que é muito importante trabalhar o lado mental”, declarou.
Além da posição no campeonato, os números internos da M-Sport também mostram a necessidade de recuperação: Armstrong soma 16 pontos, contra 29 de McErlean. No Chile, ele tentará converter a velocidade já demonstrada em um resultado mais consistente, algo que ainda não conseguiu repetir desde os oitavos lugares obtidos na Suécia e no Japão.