O impasse acontece depois de a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã já ter afetado a realização dos GPs da Arábia Saudita e do Bahrein. Para evitar um calendário ainda mais esvaziado, a F2 escolheu Miami e Canadá como etapas subsequentes.
Presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem afirmou que não há pressa para bater o martelo sobre a reta final da F1, embora a definição tenha efeito imediato sobre a categoria de acesso. Já Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, disse: “Quero decidir a situação até meados de setembro”. Depois, o dirigente também declarou estar confiante na permanência das etapas no Catar e em Abu Dhabi.
Cancelamento mudaria a conta do campeonato
A eventual perda das duas rodadas finais mexeria diretamente no peso esportivo da reta decisiva. Hoje, 156 pontos ainda estão disponíveis para os 18 primeiros pilotos até o encerramento da temporada.
Se o calendário for encurtado, a disputa pelo título ficaria restrita aos cinco primeiros colocados da tabela. Além do impacto esportivo, a redução também teria efeito comercial para a Fórmula 2, que perderia duas rodadas em um campeonato já pressionado pelas mudanças de agenda ao longo do ano.
Ímola e Portimão aparecem como alternativas
Entre as possibilidades citadas por Domenicali para a reta final estão Ímola, na Itália, e Portimão, em Portugal. A indefinição, porém, avança justamente para o período em que a F2 entra em nova sequência de compromissos, com a etapa de Madri marcada entre 11 e 13 de setembro de 2026.
Num campeonato que pode ter menos corridas do que o previsto, erros recentes passam a ter peso ainda maior. Câmara deixou pontos escaparem em etapas como Canadá e Mônaco, e um corte de duas rodadas reduziria a margem de reação para quem já perdeu terreno ao longo da temporada.