“Nossa estreia em Madri é uma viagem ao desconhecido”, afirmou Marcin Budkowski, chefe de equipe da Cadillac, ao resumir o tamanho da incerteza para a prova. A principal dúvida envolve justamente o comportamento dos carros em um traçado inédito, ponto que vale para todo o grid.
Madring terá 5,415 km, 22 curvas e trecho de 270 graus
O GP da Espanha será disputado entre 11 e 13 de setembro de 2026 no Madring, circuito de 5,415 km e 22 curvas. A etapa também marca o retorno da Fórmula 1 a Madri pela primeira vez desde 1981.
Entre os pontos de maior destaque do traçado está a curva La Monumental, com 270 graus e 530 metros de extensão. O desenho da pista ainda inclui mudanças de elevação, outro fator técnico relevante para a adaptação das equipes ao longo do fim de semana.
Como não há referência anterior de corrida da Fórmula 1 no local, o trabalho preparatório ganha peso extra. A Cadillac vem recorrendo a simulações offline e online para tentar antecipar demandas de acerto e entender melhor as características do circuito antes de ir para a pista.
Pérez e Bottas destacam expectativa por circuito inédito
Sergio Pérez também projetou o desafio da estreia em Madri e resumiu sua expectativa de forma direta: “Estou muito ansioso para correr em Madri”. Valtteri Bottas seguiu linha parecida ao apontar que “Madri deve proporcionar um fim de semana interessante”.
A falta de referência prática sobre pneus, acerto e comportamento dos carros em condição real aumenta o peso das primeiras atividades de pista. Nesse contexto, cada sessão do fim de semana pode ter papel decisivo para definir o caminho das equipes em um circuito que chega ao calendário sem parâmetro anterior de Fórmula 1.
A preparação para a etapa também envolve a leitura das particularidades do asfalto e das variações de relevo do traçado, enquanto a Pirelli estará no centro das atenções em um fim de semana em que o comportamento dos pneus é uma das incógnitas abertas pela estreia do Madring.