A avaliação ganhou força após Lawson entrar na Red Bull nas duas últimas etapas no lugar de Isack Hadjar, enquanto Tsunoda assumiu o carro deixado por Lawson na Racing Bulls. Lawson chegou a se classificar a menos de um décimo de Verstappen no grid de largada do GP da Holanda, e Tsunoda marcou um ponto em sua segunda corrida pela Racing Bulls, em Monza.
Verstappen aponta influência da bateria no comportamento dos carros
Segundo Verstappen, a referência principal está na forma como os carros de 2026 entregam desempenho por causa dos níveis de bateria. “É muito mais fácil encontrar o limite nos carros de 2026”, disse o piloto da Red Bull.
Na mesma linha, ele citou a adaptação imediata de Tsunoda como exemplo. “Olhe para o Yuki. Ele entra no carro e já é competitivo de imediato”, afirmou. Depois, completou: “Os pilotos mais rápidos sempre vão aparecer na frente. Mas isso fica realmente, realmente limitado.”
O contexto recente ajuda a explicar o comentário. Hadjar vinha ficando apenas dois décimos atrás de Verstappen em classificação, enquanto Tsunoda estava a sete décimos nessa comparação. Ainda assim, a entrada rápida de Lawson e o bom início de Tsunoda em outro carro alimentaram a leitura de que a margem para fazer diferença no braço está menor.
Red Bull mantém Lawson enquanto Hadjar mira retorno
A Red Bull confirmou que Lawson seguirá substituindo Hadjar. O titular mira um retorno ainda neste mês, no Azerbaijão.
Em Monza, Lawson caiu no Q2 depois de ser atrapalhado por Oscar Piastri na classificação. Na corrida, terminou em 14º após um toque com Nico Hülkenberg obrigá-lo a fazer uma parada. Mesmo assim, Laurent Mekies, diretor de corrida da AlphaTauri, avaliou que o neozelandês tinha ritmo para brigar mais à frente: “Acho que Lawson tinha ritmo de top 6.”