Na corrida, Lando Norris terminou em quarto e Piastri em quinto. O sinal técnico mais importante, porém, apareceu no Q3, quando a travada de roda de Piastri ajudou a revelar uma dificuldade da McLaren na frenagem, ligada também ao comportamento do carro em curvas lentas.
Stella confirma falha em curvas lentas e mudança nos freios
Andrea Stella, chefe da McLaren, afirmou que a equipe identificou um problema real no carro. “Existe, sem dúvida, uma questão de desempenho em curvas lentas”, disse o dirigente ao comentar o que aconteceu na classificação em Monza.
A avaliação da equipe liga o episódio de Piastri a uma fraqueza que ainda precisa ser apurada em mais detalhes no MCL40. O foco imediato está no sistema de freios, área em que a McLaren já prepara uma atualização para a próxima etapa. “Vamos levar novos freios para Baku”, afirmou Stella.
Além da mudança nos freios, a McLaren também pretende estrear em Baku um pacote aerodinâmico de baixa carga. A combinação das duas novidades coloca a próxima corrida como o primeiro teste prático da resposta da equipe depois do problema detectado em Monza.
Baku também pode expor limitação do carro
Mesmo com peças novas previstas, Stella adotou cautela sobre o cenário da próxima etapa. “Circuitos como Baku podem não ser ideais para o nosso carro”, disse o chefe da McLaren.
A observação ganha peso pelo tipo de limitação apontada pela equipe em Monza. Como o problema apareceu em uma situação de frenagem e baixa velocidade no Q3, a passagem para uma pista em que esse comportamento pode voltar a ser exigido mantém o tema no centro do trabalho técnico da McLaren.
O GP do Azerbaijão está marcado para os dias 24, 25 e 26 de setembro de 2026. A etapa deve marcar a estreia simultânea do novo pacote aerodinâmico de baixa carga e dos freios revisados que a McLaren prepara depois do alerta surgido com Piastri na Itália.