“Está tudo como planejado. Não vamos mudar nada a menos que isso seja necessário”, disse Ben Sulayem, presidente da FIA, em entrevista à Associated Press.
A definição sobre a realização das corridas também passa por Stefano Domenicali, CEO da F1, que já estabeleceu um prazo para bater o martelo sobre as duas provas. Ben Sulayem afirmou ainda que mantém contato regular com Domenicali enquanto a categoria acompanha a situação.
FIA coloca segurança como critério principal
Ao tratar do tema, Ben Sulayem indicou que a segurança é o ponto central para qualquer eventual mudança no calendário. A posição vale tanto para os pilotos quanto para as equipes envolvidas na reta final da temporada.
“Acho que vidas humanas são mais importantes do que o automobilismo”, afirmou o dirigente.
Até aqui, não houve alteração oficial no cronograma da Fórmula 1. A cautela da FIA, porém, acompanha a indefinição em torno das etapas no Oriente Médio, cuja situação segue sujeita a revisão caso o cenário de segurança mude.
Ímola surge como alternativa se houver cancelamento
Caso as corridas de Catar e Abu Dhabi sejam retiradas do calendário, Ímola aparece como a alternativa mais provável para receber uma prova no fim da temporada. Não há confirmação de troca, mas o circuito é hoje o nome mais citado como plano de contingência.
O movimento já teve reflexo em outra categoria do automobilismo. No WEC, etapas previstas para o Oriente Médio foram retiradas e substituídas por corridas em Barcelona e Monza.
Enquanto a Fórmula 1 não oficializa qualquer mudança, a posição pública da FIA é de manutenção do calendário atual, com as conversas entre Ben Sulayem e Domenicali em andamento e a segurança tratada como condição prioritária para a realização das provas.