Além do resultado, a Ferrari chegou a três corridas seguidas sem pódio, cenário que ampliou os questionamentos sobre o comando de Vasseur. O dirigente tem contrato até o fim de 2027, mas o debate agora gira em torno do apoio que ele efetivamente mantém dentro da estrutura da equipe.
Incidente entre Hamilton e Leclerc aumentou o desgaste
Em Monza, Hamilton se envolveu com Leclerc na curva 1 e acabou empurrado para a brita. Depois da corrida, o piloto afirmou que estava à frente no ápice da curva e cobrou regras de convivência mais claras, em uma cobrança que foi interpretada como crítica à condução interna da equipe.
Ao comentar o lance, Hamilton disse que Leclerc o empurrou para fora. O episódio contribuiu para agravar um fim de semana já ruim para a Ferrari, que não conseguiu colocar nenhum carro no pódio.
Montezemolo questiona sustentação política de Vasseur
Luca di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari, levantou publicamente dúvidas sobre a proteção política de Vasseur dentro da equipe. “Alguém dá respaldo ao Vasseur?”, questionou.
John Elkann, nome central na estrutura de comando da Ferrari, é visto como alguém que não apoia integralmente as decisões de Vasseur. Elkann não tem histórico no automobilismo e ascendeu ao comando a partir do império de investimentos da família Agnelli.
Em meio a esse cenário, a renovação de Vasseur para além de 2027 passa a depender não só dos resultados em pista, mas também da sustentação interna que ele conseguir manter. Entre as avaliações sobre o momento da Ferrari, o jornalista Ralf Bach, do F1 Insider, afirmou que Elkann “nem é fã de Fórmula 1”, ao comentar a percepção sobre a liderança no topo da estrutura da equipe.