O episódio em Monza também teve efeito imediato na corrida. Leclerc bateu na terceira volta, provocou bandeira vermelha e registrou um impacto de 60G. Depois do acidente, o piloto relatou um problema momentâneo de visão: “O olho direito não estava me dando uma boa visão, mas agora está tudo bem.”
Batidas aumentam a conta da Ferrari ao longo da temporada
Além do prejuízo financeiro acumulado, Leclerc já ficou sem ver a bandeira quadriculada em três ocasiões nesta temporada. A sequência amplia a pressão sobre o orçamento destinado aos reparos do SF-26, carro usado pela Ferrari em 2026.
Outro incidente citado no balanço da temporada aconteceu em Miami, onde Leclerc recebeu uma punição de 20 segundos depois de tocar no muro. Mesmo sem o detalhamento do custo dessa batida de forma isolada, o episódio faz parte da soma que colocou o piloto no topo da lista de danos entre todos os competidores do campeonato.
Diferença para outros casos do grid é ampla
O contraste aparece quando os números são comparados com outros acidentes da temporada. Lance Stroll, por exemplo, teve um custo de cerca de US$ 375 mil em sua batida em Mônaco, valor bem abaixo do total já acumulado por Leclerc.
Esses gastos têm peso direto porque a Fórmula 1 opera sob limite de custo para as equipes. No caso da Ferrari, o teto orçamentário anual é de US$ 215 milhões, o que faz com que despesas de reparo entrem na conta do planejamento da temporada.
Os valores ainda podem sofrer revisão ao longo do ano, de acordo com atualizações de custos e com novos incidentes, mas o levantamento atual já coloca Leclerc como o piloto mais caro do grid em acidentes em 2026.