Pelas regras da categoria, equipes da classe Rally1 podem usar no máximo 28 pneus em etapas de terra. Para a prova no Chile, porém, a federação autorizou uma cota maior em meio ao trabalho com a Hankook, fornecedora dos pneus Dynapro usados no campeonato.
Problemas no Paraguai motivaram a mudança
A decisão foi tomada depois de uma etapa anterior marcada por furos e delaminações no Paraguai. Ao explicar a revisão da alocação, Emilia Abel, diretora de esporte de estrada da FIA, afirmou que o nível de exigência encontrado naquele rali pesou diretamente na definição para a rodada seguinte.
“As condições no Paraguai foram excepcionalmente exigentes neste ano”, disse Abel.
O aumento da cota para 36 pneus surge como resposta imediata a esse cenário. Embora o padrão do regulamento continue sendo de 28 compostos para Rally1 em ralis de terra, a FIA optou por flexibilizar o número para o Chile dentro de um plano de suporte à Hankook.
FIA trabalha com Hankook, promotor e fabricantes
Abel também afirmou que a federação segue em contato com os envolvidos para ajustar a preparação e o gerenciamento dos pneus. “Continuamos trabalhando de perto com a Hankook, o promotor e os fabricantes”, declarou.
Além da resposta para a próxima etapa, a dirigente indicou que a preparação para eventos desse tipo precisa começar mais cedo. “Precisamos melhorar o planejamento, especialmente envolvendo a Hankook antes”, afirmou.
As primeiras indicações climáticas para o Rally Chile apontam temperaturas mais baixas do que as encontradas no Paraguai, mas os trechos da prova ainda podem ser abrasivos. Esse quadro ajuda a explicar a autorização excepcional da FIA para elevar a alocação dos Rally1 de 28 para 36 pneus.