A vitória veio com uma escalada incomum no pelotão: Antonelli fez 26 ultrapassagens, marca apontada como recorde na Fórmula 1, e superou o companheiro de equipe George Russell. Foi também a sétima vitória dele na temporada e a primeira em casa.
No pódio, Russell reconheceu o peso do resultado, enquanto rivais do grid também destacaram a dimensão da conquista. Max Verstappen resumiu: “É especial vencer o GP da Itália sendo italiano”. Lewis Hamilton afirmou: “Este certamente é o melhor sentimento possível para ele”.
Jornais italianos recorreram à música para destacar o triunfo
A repercussão na imprensa italiana foi imediata e carregada de referências culturais. O Corriere dello Sport estampou a manchete “Monza canta com Kimi: é porque eu te amo”, em alusão à canção “Sarà perché ti amo”.
O Tuttosport foi por caminho parecido e usou “Volare, oh oh” na capa, além de chamar Antonelli de “Rei de Monza”. Já a Gazzetta dello Sport definiu o resultado como uma “façanha extraordinária”.
Em outra leitura do impacto da vitória, a La Repubblica destacou: “Depois de 60 anos, um italiano triunfa em Monza”. O Corriere della Sera escreveu que Antonelli “roubou os corações dos torcedores da Vermelha”.
Vitória reforça campanha pelo título
Além do peso simbólico, o resultado tem efeito direto na disputa do campeonato. Antonelli agora soma triunfos em pistas como Suzuka, Mônaco, Spa e Monza, e segue na briga para se tornar o campeão mais jovem da história da Fórmula 1.
A recuperação no GP da Itália teve ainda um componente técnico importante: Antonelli largou no fundo do grid depois de uma mudança de motor antes da corrida e aproveitou a estratégia de parada durante o Virtual Safety Car para construir a vitória.
Segundo o recorte da temporada, Russell só superou Antonelli em ritmo puro em duas corridas até aqui, na Austrália e na Áustria.