Depois da sessão, Alonso resumiu a principal limitação do carro em Monza ao dizer que a equipe está “perdendo muito” e que há “um grande déficit nas retas”. Stroll foi ainda mais direto ao separar os problemas do conjunto e afirmou: “O chassi não é tão ruim. O que está faltando é potência.”
Honda havia pedido cautela nas declarações públicas
As falas dos dois pilotos vão na direção oposta do recado dado recentemente por Koji Watanabe, presidente da Honda, ao comentar a relação com a Aston Martin. Segundo ele, a construção de confiança entre as partes não significa que tudo vá correr bem logo no início da parceria.
Watanabe também havia alertado contra a troca pública de responsabilidades entre áreas do projeto. “Você não fica mais forte se continuar dizendo coisas como: ‘é o chassi’ ou ‘é o motor'”, afirmou o dirigente.
Desempenho recente amplia a pressão sobre o conjunto
A Honda vinha defendendo sua especificação 2 de motor, mas os números apresentados pela Aston Martin no GP da Holanda já não tinham sido animadores. O cenário voltou a se repetir na Itália, especialmente em um traçado em que eficiência nas retas e desempenho de unidade de potência ganham peso maior.
Entre os pontos técnicos observados recentemente no projeto estão problemas de vibração no motor da Honda, em um contexto em que o comportamento do carro também tem variado de acordo com as características de cada circuito.
A deterioração do ambiente entre as partes acontece enquanto a Aston Martin ainda busca respostas de performance imediatas. Adrian Newey é um dos nomes ligados ao contexto técnico da equipe, mas o foco das declarações após a classificação voltou a recair sobre a deficiência de potência apontada por Alonso e Stroll.