A pole veio em uma temporada marcada pelo domínio das quatro principais equipes, o que torna o resultado da Alpine ainda mais fora da curva. Gasly chegou à frente sem depender de chuva, em um fim de semana no qual três carros com unidade de potência Mercedes ficaram entre as três primeiras posições do grid.
Antes mesmo da definição da classificação, Briatore já demonstrava confiança no potencial do carro. Em entrevista à Sky Sports Italy, ele disse: “Acho que vamos conquistar a pole hoje.”
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A mudança para a Mercedes havia provocado desconforto interno na Alpine quando foi definida por Briatore, mas voltou ao centro da discussão depois da performance em Monza. Toto Wolff, CEO da Mercedes, afirmou que a Alpine estava “colhendo os frutos” da escolha “corajosa” feita por Briatore.
Wolff também apontou o desempenho em linha reta como um dos fatores mais visíveis da classificação da Alpine. Ao comentar o carro de Gasly, resumiu: “Na reta, o carro era praticamente um míssil.”
Vácuo foi parte importante da volta de Gasly
Além do ganho de desempenho com a unidade de potência Mercedes, a classificação em Monza teve influência direta do uso do vácuo, um fator técnico especialmente relevante no circuito. A Alpine executou bem sua abordagem na sessão e conseguiu potencializar a volta de Gasly com esse detalhe estratégico.
O resultado também se destaca pelo contexto do campeonato. A Alpine ocupa atualmente a sexta posição na tabela, com 54 pontos, e a pole aparece em um momento em que a equipe vinha tentando reduzir a diferença para quem está à frente.
O desempenho em Monza ainda reforça um padrão da sessão classificatória: a combinação entre eficiência aerodinâmica nas retas e pacote Mercedes colocou carros do mesmo fornecedor de motor em posição de destaque, com a Alpine conseguindo transformar esse cenário em pole position com Gasly.