O avanço apareceu com mais clareza no carro de Bearman, que destacou uma melhora desde o Treino Livre 1. “Estou feliz com o carro. Foi exatamente na direção que a gente queria”, afirmou o piloto da Haas após a classificação.
Problema aerodinâmico levou a ajustes antes da classificação
A Haas enfrentou dificuldades de consistência aerodinâmica ao longo do fim de semana, um fator que afetou a performance dos dois carros. Antes da classificação, a equipe promoveu diversas alterações em busca de um comportamento mais previsível e de mais carga aerodinâmica nas curvas.
Esse ganho de downforce foi parte do pacote de ajustes que ajudou a equipe a terminar o sábado com sensação de progresso. Bearman foi quem melhor aproveitou a resposta do carro e ficou mais perto da disputa no pelotão intermediário do grid.
Ocon, por outro lado, avaliou que a Haas extraiu tudo o que era possível nas condições do dia, embora sem o retorno esperado no resultado final. “Maximizamos o potencial que tínhamos hoje. Foi muito trabalho, mas sem recompensa no fim”, resumiu.
Bearman larga à frente; Ocon cita perda de carga para a corrida
A diferença entre os dois pilotos da Haas no grid foi de quatro posições, com Bearman em 12º e Ocon em 16º. O resultado consolidou o britânico como o melhor representante da equipe na classificação, depois de um início de fim de semana em que a Haas ainda buscava a direção ideal para o acerto.
Ayao Komatsu, chefe de equipe da Haas, tratou o desempenho de sábado de forma positiva e usou a comparação direta com uma rival para medir o nível apresentado. “Foi um sábado positivo, conseguimos brigar perto da Audi”, disse.
O cenário para a corrida ainda inclui uma preocupação levantada por Ocon: a perda de carga aerodinâmica mencionada pelo piloto pode influenciar o comportamento do carro no domingo, mesmo depois da melhora mostrada pela Haas na classificação.