As penalidades haviam sido anuladas inicialmente após um pedido de revisão da Alpine. O caso ganhou força depois da identificação de um erro na medição do comprimento do pit-lane, ponto central de uma disputa que também envolveu outros pilotos punidos ao longo do fim de semana.
Depois da revisão do resultado, Gasly reclamou da perda do pódio. “A sensação é de que estão tirando isso da gente”, afirmou. O piloto também sustentou que o desempenho esportivo havia sido suficiente para terminar entre os três primeiros: “Na pista, nós terminamos em terceiro”.
Por que o resultado mudou de novo
A reviravolta ocorreu porque, com a restauração das duas punições de cinco segundos, voltou a valer o total de 10 segundos acrescentados ao tempo de Gasly. Segundo o caso analisado, ele não cumpriu esses 10 segundos de punição nos boxes, o que teve impacto direto na classificação final.
O episódio não ficou restrito à Alpine. Outros pilotos também receberam punições relacionadas ao pit-lane, entre eles Oscar Piastri. No caso da McLaren, porém, o regulamento não permitia recurso contra a punição aplicada ao piloto, o que deixou a situação diferente da enfrentada por Gasly e pela Alpine.
Alpine questiona julgamento da apelação
A reação da Alpine foi dura após a decisão da ICA. Flavio Briatore, consultor executivo da equipe, criticou o julgamento e disse: “Um dos juízes do painel favoreceu a McLaren”.
O caso ainda tem pontos em aberto em torno do erro de medição do pit-lane e de como isso afetou as punições distribuídas. A decisão da FIA, porém, já produziu efeito prático imediato no resultado de Mônaco: Gasly ficou em sétimo, e Hadjar herdou o lugar no pódio.