Ao comentar o cenário para a prova, Alonso foi direto: “Top 3. Há muitas retas, então isso é bom para ele”. A leitura do piloto da Aston Martin se apoia na característica do traçado e no potencial da Mercedes para avançar no pelotão, embora a própria equipe tenha evitado repetir o otimismo no mesmo tom.
Mercedes vê chance de reação, mas cita avanço da Ferrari
A Mercedes entende que Antonelli pode ganhar posições rapidamente, mas o quadro ficou mais complicado com a evolução recente da Ferrari. O próprio Antonelli afirmou que a rival melhorou com a nova especificação do motor: “A Ferrari definitivamente deu um passo à frente com o novo motor”.
Esse diagnóstico foi reforçado internamente por Lewis Hamilton, que apontou preocupação com a diferença de desempenho nas retas. Segundo o piloto da Mercedes, “a velocidade em linha reta é algo considerável para se preocupar”. De acordo com a avaliação citada no paddock, a perda para George Russell chegou a seis décimos em trechos de reta.
Na prática, isso significa que a recuperação de Antonelli não depende apenas de ultrapassar carros mais lentos no tráfego, mas também de enfrentar uma Ferrari mais competitiva no tipo de trecho em que a Mercedes esperava fazer a diferença.
Equipe lembra reação anterior de Russell após largada no fundo
Bradley Lord, vice-chefe de equipe da Mercedes, tratou a previsão de Alonso com prudência, embora sem descartar uma grande escalada. “Se a aposta de Fernando der certo, então ficaremos realmente muito felizes”, disse o dirigente.
Lord também recordou que George Russell já conseguiu uma boa corrida depois de sair do fundo do grid, referência usada pela Mercedes para sustentar a possibilidade de recuperação de Antonelli. Ainda assim, largar das últimas posições carrega um custo relevante na prova: a estimativa mencionada para esse tipo de cenário é de cerca de 20 segundos no tempo de corrida.