A reação mais dura veio de Andrea Stella, chefe da McLaren, que classificou como “insultantes” as insinuações feitas por Flavio Briatore, dirigente da Alpine, sobre a atuação de um dos integrantes do tribunal. Stella também indicou a possibilidade de levar adiante medidas legais contra os comentários.
Briatore questiona independência de juiz; McLaren rebate
Briatore afirmou que um dos juízes teria agido “como um promotor” e disse que ele estaria “muito ligado à McLaren”. Segundo ele, a Alpine identificou relações entre Filippo Marchino, a One Drop e a McLaren, e sustentou que um juiz deveria ser independente.
Stella respondeu publicamente e disse que esse tipo de acusação não é aceitável. “É bastante insultante para a McLaren e para a reputação de uma equipe”, afirmou. Em outra resposta, o dirigente da McLaren disse que os autores das declarações “vão ter que assumir a responsabilidade pelo que estão dizendo”.
Não há comprovação pública apresentada para a suspeita levantada por Briatore sobre a ligação do juiz com a McLaren.
Decisão da FIA mudou o pódio e reabriu debate sobre o caso
A audiência que tratou do caso ocorreu em 25 de agosto. A Corte Internacional de Apelação da FIA restabeleceu duas punições de tempo contra Gasly, o que alterou a classificação final da corrida disputada em junho.
A Alpine manifestou decepção com o desfecho, mas reconheceu a decisão do painel de julgamento. Ao mesmo tempo, o caso teve um ponto favorável à equipe no processo, já que a apelação avançou após a apresentação de novas evidências consideradas significativas.
Stella afirmou que a atuação da McLaren no processo estava ligada à busca por esclarecimento sobre a aplicação do Artigo 1.1.1 do Código Desportivo Internacional e citou preocupações com a igualdade esportiva e a correção do procedimento adotado no caso.